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caravela do século XV

A Caravela

1.Porão - Aí eram guardados os mantimentos, as armas, as mercadorias. 2. Convés - Aqui se trabalhava, dormia e comia, com bom ou mau tempo. 3. Castelo de popa - Era aqui que o piloto orientava a navegação. Também existiam dois pequenos aposentos: um para o capitão, outro para o escrivão. 4. Leme - Peça usada para orientar o navio. 5. Mastro. 6. Vela triangular ou latina.

As caravelas foram barcos desenvolvidos pelos Portugueses para as viagens de exploração no oceano Atlântico. Eram pequenas e rápidas e levavam uma tripulação de 20 a 30 homens.
Tripulantes:
Capitão - Muitas vezes um nobre, era a autoridade máxima a bordo. Piloto - Era aquele que tinha mais conhecimentos da arte de navegar e que coordenava todas as tarefas de navegação. Mestre - Era o responsável pela tripulação. Marinheiros - Eram os que dirigiam o navio. Grumetes - Jovens que iam ganhar experiência. Artífices - Tanoeiros, calafates, carpinteiros, barbeiros (estes, muitas vezes, faziam de médicos). Escrivão - Responsável por registar tudo o que acontecia. Capelão - Responsável pelas tarefas religiosas.
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Os perigos do mar

As viagens no oceano Atlântico eram sempre arriscadas. O capitão e o piloto tomavam todos os cuidados para evitar acidentes. Sempre que se aproximavam de terra, usavam a sonda para medir a profundidade da água debaixo do navio, de modo que não corressem o risco de encalhar.
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A bordo

Uma caravela tinha como tripulação à volta de 20 marinheiros. As naus, embarcações maiores e com mais capacidade de transporte, já precisavam de 50 ou 60 marinheiros. Os marinheiros eram dirigidos pelo mestre do navio e faziam as tarefas que ele lhes distribuía: limpeza, conservação do barco, fazer a carga e a descarga das mercadorias, estar de serviço ao piloto no convés, ser o homem do leme, etc.
O marinheiro que estava de serviço no convés do navio recebia as ordens de navegação que lhe eram dadas pelo piloto, o qual viajava na popa e se encarregava da orientação do barco. Logo que recebia as ordens, o marinheiro gritava ao homem do leme a orientação que ele devia tomar.
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A alimentação

Os alimentos eram poucos e muito controlados para que não acabassem durante a viagem. Por isso, os mantimentos eram distribuídos para um mês, tendo os marinheiros a responsabilidade de os usar de modo a não ficarem sem comida.
As rações eram formadas por biscoitos, carne de vaca e de porco, vinho, água, azeite, vinagre, farinha, sal, legumes, frutos secos, açúcar e mel. O único alimento que havia em grande quantidade era o pão. A comida era distribuída crua e cada um tinha de a cozinhar para si.
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A higiene

Os marinheiros, assim como os outros tripulantes do barco, não podiam tomar banho e lavavam-se pouco porque a água era um bem muito importante devendo ser usada apenas para beber e para cozinhar os alimentos.
Por outro lado, como não havia casas de banho, as necessidades eram feitas, ou em cima de uma tábua com um buraco, colocada com uma parte de fora do barco, ou para dentro de baldes que eram despejados para o mar.
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Doenças

Devido à falta de higiene e principalmente por causa da alimentação, onde eram raros os alimentos frescos, muitos marinheiros adoeciam. A doença mais temida era o escorbuto. Esta doença era provocada pela falta de vitamina C e provocava inchaços nas gengivas, impedindo os marinheiros de se alimentarem. Podia provocar a morte.
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Tempos livres

Quando apanhavam uma calmaria ou quando a navegação era fácil e havia menos que fazer, os tripulantes ocupavam-se a pescar (no mar alto é difícil apanhar peixe), fingiam touradas e faziam teatros, procissões, e jogavam xadrez (os jogos de azar, como os jogos de dados, eram muitas vezes proibidos, porque acabavam em discussão e pancadaria).
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